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Prefeitura Municipal de Itariri · Departamento Municipal de Saúde
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PREFEITURA MUNICIPAL DE ITARIRI
DEPARTAMENTO DE SAÚDE · PS DR. TAMINATO TION

CEFALEIASna Urgência e Emergência

Manejo seguro em 3 passos

  1. 1Descartar cefaleia secundária
  2. 2Definir o tipo de cefaleia
  3. 3Tratar • reavaliar • definir destino

PRIMEIRO: HÁ SINAIS DE ALERTA?

SNOOP — sinais de alerta para cefaleia secundária.

S

Sistêmico

Febre, perda ponderal, neoplasia, infecção/imunossupressão.

N

Neurológico

Déficit focal, alteração do estado mental, convulsões ou sinais de hipertensão intracraniana.

O

Onset

Início súbito/thunderclap, primeira cefaleia relevante ou início relacionado a esforço conforme protocolo.

O

Older

Novo início após os 50 anos ou mudança relevante do padrão nessa faixa etária.

P

Pattern

Mudança do padrão, progressão, aumento de frequência/intensidade ou refratariedade.

PRESENÇA DE RED FLAG → NÃO TRATAR COMO CEFALEIA PRIMÁRIA SEM INVESTIGAÇÃO ADEQUADA.

O SNOOP é ferramenta de triagem de risco e não estabelece diagnóstico isoladamente.

1º e 2º Passos — Algoritmo

Paciente com cefaleia
Anamnese + exame físico e neurológico
SNOOP / red flags
Há sinal de alerta?

SIM — há sinal de alerta

  1. → Investigar cefaleia secundária (neuroimagem conforme hipótese clínica)
  2. → Conduta específica, observação, regulação ou transferência

NÃO — sem sinal de alerta

  1. → Definir fenótipo: migrânea × tensional × em salvas
  2. → Tratar conforme protocolo
  3. → Reavaliar em 30–60 min
  4. → Alta / observação / encaminhamento

2º Passo — Definir o tipo de cefaleia

Migrânea

  • Frequentemente unilateral
  • Pulsátil
  • Moderada a intensa
  • Piora com atividade / evita atividade
  • Náuseas e vômitos
  • Fotofobia e fonofobia
  • Duração típica conforme protocolo
Ver conduta

Cefaleia Tensional

  • Dor em pressão/aperto
  • Geralmente leve a moderada
  • Não piora tipicamente com atividade
  • Características clínicas conforme protocolo
  • Associação possível com estresse, privação de sono e esgotamento
Ver conduta

Cefaleia em Salvas

  • Dor unilateral muito intensa
  • Região orbital/periorbital
  • Sinais autonômicos ipsilaterais
  • Agitação/inquietação durante a crise
  • Duração e frequência conforme protocolo
Ver conduta

3º Passo — Tratar e reavaliar

Condutas conforme o Protocolo Institucional v1.0/2026. Em caso de divergência com materiais de aula, prevalece o protocolo aprovado.

EVITAR OPIOIDES no tratamento rotineiro das cefaleias primárias, conforme orientação do protocolo.

Migrânea aguda no PS

Metoclopramida10 mgIV

Opção parenteral preferencial quando disponível

Acatisia/EPS; avaliar QT e interações.

Cetorolaco30 mgIV

Opção AINE parenteral (iniciar pela menor dose eficaz)

Evitar em DRC relevante, sangramento GI, alergia a AINE, gestação conforme contexto.

Sumatriptano6 mgSC

Opção específica, especialmente na apresentação precoce

Evitar em doença vascular isquêmica, vasoespasmo e demais contraindicações do produto.

Dexametasona8–16 mgIV

Adjuvante possível; maior papel na redução de recorrência, não como substituto da terapia específica

Avaliar hiperglicemia e contraindicações.

Proclorperazina10–12,5 mgIV

Evidência forte, se disponível no serviço

Acatisia, sedação; disponibilidade local pode limitar o uso.

Hidratação: SF 0,9% não deve ser administrado automaticamente como “tratamento da migrânea”; usar fluidos apenas quando houver indicação clínica (hipovolemia/desidratação).

Não usar rotineiramente opioides. Reavaliação em 30–60 min.

Cefaleia tensional aguda

  • Confirmar ausência de red flags e fenótipo compatível.
  • Considerar paracetamol ou AINE conforme preferência, comorbidades e risco de eventos adversos.
  • Não oferecer opioides.
  • Orientar risco de cefaleia por uso excessivo de medicação em pacientes com uso frequente de analgésicos.
  • Reavaliar em 30–60 min.

Cefaleia em salvas

CondutaPadrão
OxigênioO₂ 100% ≥ 12 L/min, máscara não reinalante com reservatório.
TriptanoSumatriptano SC ou triptano nasal quando apropriado e sem contraindicações.
Evitar como abortivoParacetamol, AINE, opioide, ergot e triptano oral não são recomendados na crise de salvas.
Primeiro episódioDiscutir necessidade de neuroimagem/avaliação especializada.
PrevençãoVerapamil pode ser considerado sob orientação adequada, com atenção à monitorização por ECG.

Correção em relação à aula: dexametasona isolada não é adotada neste protocolo como substituto de oxigênio/triptano para abortar a crise de salvas.

Reavaliação em 30–60 minutos

  • Dor melhorou?
  • Estado neurológico permanece normal?
  • Surgiu nova red flag?
  • Houve vômitos persistentes?
  • O diagnóstico continua compatível com cefaleia primária?
  • Necessita investigação adicional?
  • Necessita observação?
  • Necessita transferência/avaliação especializada?
  • Critérios de alta estão adequados?

SEM MELHORA OU COM PIORA → REAVALIAR O DIAGNÓSTICO. Reexaminar, reconsiderar cefaleia secundária e ampliar investigação, observação ou transferência.

Materiais institucionais

Protocolo Institucional — Cefaleias na Urgência e Emergência

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Apostila Médica Ilustrada

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Painel A3 — Sala Vermelha

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Painel A3 do protocolo de cefaleias na urgência e emergência de Itariri

Checklist médico

Educação Permanente — Cefaleias na Emergência

Podcasts

Podcast 1 — Manejo seguro em 3 passos

Visão geral do protocolo: red flags, fenótipo e tratamento.

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Podcast 2 — Debate clínico: investigar ou tratar?

Discussão de decisões difíceis no pronto-socorro.

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Videoaulas

Videoaula 1 — Manejo seguro em 3 passos

Aula completa do protocolo municipal.

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Videoaula 2 — Simulação de plantão

Aplicação prática do protocolo em cenários de PS.

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Slides

Treinamento — Cefaleias na Emergência

Apresentação de triagem e manejo.

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Casos Clínicos — Você investigaria ou trataria?

Casos comentados para discussão em equipe.

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Material institucional de apoio à decisão clínica.

Não substitui a avaliação médica individualizada. A conduta deve considerar quadro clínico, contraindicações, comorbidades, alergias, função renal/hepática, gestação, medicações em uso e recursos disponíveis. Em situações potencialmente graves, priorizar estabilização, investigação e transferência conforme necessidade.

Protocolo de Cefaleias na Urgência e Emergência

Versão 1.0/2026

Prefeitura Municipal de Itariri
Departamento de Saúde
PS Dr. Taminato Tion

Controle editorial

  • Data da última revisão: 2026
  • Responsável técnico: Dr. Mário Augusto Aparecido de Lima — CRM-SP 30.014
  • Próxima revisão: a definir
  • Histórico de versões: v1.0/2026 — publicação inicial