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Prefeitura Municipal de Itariri · Departamento Municipal de Saúde
Protocolo Municipal · Versão 1.0/2026 Sala Vermelha

Edema Agudo de Pulmão — EAP

Reconhecer • Estabilizar • Tratar • Transferir

Prefeitura Municipal de Itariri · Departamento Municipal de Saúde

01

Protocolo Municipal

Documento assistencial principal para reconhecimento, estabilização e manejo inicial do EAP na Sala Vermelha.

Documento Assistencial Principal

Protocolo Municipal — Edema Agudo de Pulmão (EAP) · Versão 1.0/2026

Diretriz municipal oficial de manejo do EAP: reconhecimento imediato, estabilização, tratamento e critérios de transferência.

02

Apostila Prática Municipal

Material ampliado para estudo, consulta clínica e educação permanente dos profissionais de urgência e emergência.

Estudo e Educação Permanente

Apostila Prática Municipal — Edema Agudo de Pulmão (EAP)

Conteúdo aprofundado e didático para fixação dos conceitos do protocolo municipal de EAP.

03

Painel A3 — Sala Vermelha

Painel de consulta rápida — Edema Agudo de Pulmão (EAP). Referência visual para afixação na Sala Vermelha.

Baixar painel
04

Slides para Treinamento

Apresentações para educação permanente da equipe.

Treinamento — Fundamentos

Slides 1 — Manejo Tático do EAP

Reconhecimento • Primeiros 10 Minutos • Estabilização. Treinamento visual para profissionais da Sala Vermelha.

Treinamento — Hemodinâmica

Slides 2 — EAP na Sala Vermelha

Tratamento guiado pela pressão arterial e perfusão nos perfis hipertensivo, normotenso e hipotenso.

05

Podcasts / Resumos em Áudio

Resumos em áudio para revisão rápida do protocolo.

Resumo em Áudio

Manejo do Edema Agudo de Pulmão

Revisão prática do reconhecimento, estabilização e manejo do EAP na emergência.

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Debate Clínico

Manejo do EAP pela Pressão Sistólica

Discussão do tratamento orientado pela pressão arterial e pelo estado de perfusão.

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Videoaulas

Aulas em vídeo sobre o manejo do Edema Agudo de Pulmão na Sala Vermelha.

Videoaula — Manejo Clínico

EAP na Sala Vermelha

Reconhecimento, estabilização e tomada de decisão no paciente crítico.

Videoaula — Fisiopatologia e Tratamento

Edema Agudo de Pulmão

Fisiopatologia, diagnóstico e tratamento.

07

Consulta Rápida — EAP

Ferramenta operacional de apoio à decisão à beira do leito. Não substitui o Protocolo Municipal.

EAP — Consulta RápidaSala Vermelha • Apoio à decisão nos primeiros minutos

Antes da droga, defina:

PRESSÃO ARTERIAL + PERFUSÃO

Abrir Protocolo Completo

Consulte o Protocolo Municipal completo para detalhes, exceções e validação da prescrição.

Suspeite de EAP

Dispneia intensaOrtopneiaTaquipneiaUso de musculatura acessóriaCrepitaçõesQueda de saturação / hipoxemiaAgitação ou sonolênciaTosseExpectoração espumosa/rosadaExtremidades frias/cianóticasTurgência jugularEdema periférico

O diagnóstico inicial é clínico

Não aguardar exames complementares para iniciar estabilização quando o quadro clínico for compatível.

Primeiros 10 minutos

  • Cabeceira elevada / posição sentada
  • Monitorização contínua — PA · FC · FR · SpO₂
  • Avaliar perfusão
  • Avaliar estado mental
  • Acesso venoso
  • ECG precoce
  • Oxigenoterapia quando indicada (hipoxemia)
  • Avaliar VNI precocemente
  • Classificar PAS + perfusão (perfil hemodinâmico)
  • Coletar exames sem atrasar o suporte
  • Investigar causa em paralelo (IAM, arritmia, gatilhos)
  • Reavaliar continuamente

Suporte respiratório

Oxigênio
VNI
IOT

A progressão depende da situação clínica e dos critérios do Protocolo Municipal.

Oxigênio

  • Administrar em hipoxemia.
  • Meta de saturação em torno de 94–95%.
  • Evitar O₂ de rotina quando a saturação é normal.

VNI — CPAP/BiPAP

  • Considerar precocemente quando indicada.
  • Reduz o trabalho respiratório e melhora a oxigenação.
  • Reduz pré-carga e pós-carga.
  • CPAP 5–10 cmH₂O · BiPAP: EPAP 5–10 / IPAP ~15 cmH₂O.

Não usar / cuidado com VNI

Rebaixamento do nível de consciência · agitação importante · secreção relevante · gasping · obstrução de via aérea · vômitos.

Sinais de falha

Falha clínica ou incapacidade de proteger a via aérea exige escalonamento. Reavaliar tolerância, saturação, FR, esforço e sensório.

IOT

Considerar IOT quando houver falha do suporte não invasivo ou critérios de gravidade do protocolo:

  • Insuficiência respiratória franca.
  • Falha da VNI.
  • Rebaixamento progressivo do sensório.
  • Incapacidade de proteção da via aérea.

Peri-intubação

Risco de hipotensão peri-intubação na falência cardíaca — preparo hemodinâmico é essencial.

Algoritmo hemodinâmico central

EAP

Avaliar: Pressão Arterial + Perfusão

3 caminhos

EAP Hipertensivo

PAS > 140 mmHg

Objetivo: reduzir congestão e pós-carga

  • Suporte respiratório + VNI precoce quando indicada.
  • Vasodilatação com nitrato (nitroglicerina BIC ou Isordil SL).
  • Furosemida 20–40 mg EV como suporte.
  • Reavaliar PA em intervalos curtos.
  • Evitar tratar apenas com altas doses de diurético.

Atenção

Não reduzir a pressão arterial de forma abrupta. Metas graduais da fonte para PA ≥ 180×110 mmHg (emergência hipertensiva): PAS < 140 mmHg na 1ª hora · PAS < 120 mmHg na 2ª hora.
EAP Normotenso

PAS 90–140 mmHg

Objetivo: descongestionar preservando perfusão

  • Suporte respiratório; avaliar congestão.
  • Furosemida ajustada ao uso prévio de diurético.
  • Nitrato/Isordil quando tolerado e indicado.
  • Monitorizar e reavaliar: PA, perfusão, diurese, esforço respiratório.
  • Não atrasar a descongestão sem motivo.
EAP Hipotenso

PAS < 90 mmHg

Hipotensão + hipoperfusão = alto risco

Objetivo: restaurar perfusão

  1. 1 Noradrenalina — titulada para pressão mínima de perfusão (objetivo inicial didático: PAS > 90 mmHg).
  2. 2 Dobutamina se baixo débito persistente.
  3. 3 Furosemida somente após melhora da perfusão.
  4. 4 Desmame do vasopressor quando possível.
  5. 5 Vasodilatação somente se a PA permitir.
  • Evitar vasodilatador enquanto hipotenso.
  • Critério: PAS < 90 mmHg, sobretudo com sinais de má perfusão.
  • Transferência/regulação precoce.

Alerta

Não tratar o paciente hipotenso como o EAP hipertensivo.

Medicamentos no EAP

Atenção — segurança farmacológica

Confira sempre: apresentação disponível · concentração · dose prescrita · diluição · via · velocidade de infusão · monitorização.

A aplicação assistencial exige prescrição e conferência da apresentação disponível. Confira rótulo, volume final, unidade, bomba de infusão, compatibilidade e protocolo institucional.

Dose ≠ Concentração ≠ Velocidade de infusão

Furosemida

Descongestão
IndicaçãoCongestão; suporte no EAP hipertensivo; descongestão no normotenso; no hipotenso somente após perfusão.
Dose20–40 mg EV · 1 mg/kg EV em congestão · até 2,5× a dose diária em uso crônico.
ViaEndovenosa (EV).
MonitorizaçãoPA, perfusão, diurese, esforço respiratório.
Alerta principalNão usar mecanicamente antes de avaliar perfil e perfusão.

Nitroglicerina

EAP hipertensivo
IndicaçãoVasodilatação no EAP hipertensivo (PAS > 140 mmHg).
Diluição / preparo50 mg + SG5% 240 mL.
ViaEndovenosa em bomba de infusão (BIC).
Velocidade / titulaçãoBIC titulada. Titular conforme protocolo/padronização institucional.
MonitorizaçãoPA em intervalos curtos.
Alerta principalConfirmar apresentação, concentração e contraindicações antes do uso. Não utilizar no hipotenso.

Dinitrato de isossorbida (Isordil®)

Nitrato SL
IndicaçãoNitrato quando tolerado e indicado (hipertenso/normotenso).
Dose5 mg SL a cada 10 minutos — máximo 15 mg.
ViaSublingual (SL).
Alerta principalConforme tolerância hemodinâmica; não utilizar no hipotenso.

Nitroprussiato de sódio

Vasodilatador alternativo
IndicaçãoVasodilatador; uso conforme padronização institucional.
DoseConsultar padronização institucional.
Diluição / preparoPreparo em SG5%; consultar padronização institucional.
ViaEndovenosa em BIC.
Velocidade / titulaçãoConsultar padronização institucional.
MonitorizaçãoMonitorização contínua.
Alerta principalFotossensível; proteger da luz.

Noradrenalina

EAP hipotenso — 1ª etapa
IndicaçãoEAP hipotenso/choque; objetivo de restaurar perfusão.
Dose / diluiçãoConforme padronização institucional.
Velocidade / titulaçãoTitulação conforme resposta hemodinâmica; objetivo inicial didático do protocolo: PAS > 90 mmHg.
ViaEndovenosa em BIC.
MonitorizaçãoPA, perfusão, sensório, diurese.
Alerta principalRestaurar perfusão antes de diurese/vasodilatação.

Dobutamina

Baixo débito persistente
IndicaçãoInotrópico para baixo débito/hipoperfusão após pressão mínima adequada.
Dose5–10 mcg/kg/min.
Diluição / preparoConforme padronização institucional.
Velocidade / titulaçãoConforme padronização institucional.
ViaEndovenosa em BIC.
MonitorizaçãoPA, FC, perfusão, sensório e diurese.

Morfina

NÃO UTILIZAR ROTINEIRAMENTE NO EAP.

Alerta explícito do Protocolo Municipal (seção 20). Sem esquema posológico para uso de rotina.

Investigue em paralelo — sem atrasar a estabilização

ECG precoceRX de tóraxTroponinaBNP / NT-proBNP (conforme disponibilidade e suspeita)HemogramaEletrólitos (Na, K)Ureia / CreatininaGlicemiaPOCUS (diagnóstico, quando disponível)

Os exames ajudam a identificar causa, gravidade e diagnósticos diferenciais. NÃO atrasar a estabilização para aguardar exames.

Trate o EAP e procure a causa

IAM Arritmias HipertensãoIC descompensada Suspensão de medicamentos Excesso de volumeDoença renalInfecçãoAnafilaxiaToxinasAfogamento

Reavalie continuamente

PAFCFRSpO₂Trabalho respiratórioEstado mental / sensórioPerfusão (TEC, extremidades)AuscultaDiureseResposta à VNI e aos medicamentos

Reclassificar o perfil se a hemodinâmica mudar.

A prescrição inicial não encerra o atendimento.

Transferência / Regulação

Critérios do Protocolo Municipal (seção 27):

  • IOT / ventilação invasiva
  • DVA / choque
  • Suspeita de SCA com necessidade de reperfusão
  • Hipoxemia persistente
  • Arritmia instável
  • Insuficiência renal / sobrecarga refratária
  • Necessidade de diálise
  • Recurso não disponível localmente
Estabilizar e transferir com segurança.

Evite na Sala Vermelha

  • Esperar RX para começar estabilização
  • Oferecer volume livre sem indicação
  • Diurético automático no hipertensivo
  • Utilizar vasodilatador no hipotenso
  • Diurese antes de perfusão no choque
  • VNI prolongada apesar de falha
  • Utilizar morfina rotineiramente
  • Não pesquisar o fator desencadeante

Antes de sair da Sala Vermelha

  • Diagnóstico clínico reconhecido
  • Oxigenação avaliada (O₂ se hipoxemia)
  • VNI/IOT avaliadas
  • PAS + perfusão classificadas
  • Estratégia terapêutica definida
  • Medicações duplamente checadas
  • Causa investigada (gatilho pesquisado)
  • Resposta ao tratamento documentada
  • Necessidade de transferência avaliada
  • Regulação acionada quando indicada
  • ECG realizado
  • Cabeceira elevada

Checklist baseado no Anexo 2 do Protocolo Municipal de EAP — Versão 1.0/2026.

08

Central de Downloads

Todos os materiais do protocolo em um único lugar (9 arquivos).

Documentos

Protocolo MunicipalPDF
Apostila Prática MunicipalPDF

Consulta Rápida

Painel A3PNG

Treinamento

Manejo Tático do EAPPDF
EAP — Tratamento Guiado pela Pressão Arterial e PerfusãoPDF

Áudio

Manejo do EAPM4A
Manejo do EAP pela Pressão SistólicaM4A

Vídeo

EAP na Sala VermelhaMP4
Edema Agudo de PulmãoMP4
09

Governança / Informações Institucionais

Prefeitura Municipal de Itariri

Departamento Municipal de Saúde

Protocolo Municipal de Urgência e Emergência

Edema Agudo de Pulmão — EAP

Versão 1.0/2026

Versão
1.0/2026
Município
Itariri-SP
Status
Protocolo Municipal
  • Material institucional destinado à educação permanente e apoio à tomada de decisão por profissionais de saúde.
  • A aplicação assistencial exige avaliação clínica, prescrição quando pertinente, conferência da apresentação disponível e observância da padronização institucional.
  • Em caso de divergência entre a Consulta Rápida e o documento oficial, prevalece o Protocolo Municipal em PDF.
  • Revisar periodicamente este protocolo diante de novas diretrizes, mudanças na padronização farmacológica ou alterações nos recursos assistenciais locais.
Consulta Rápida EAP